Xau, Japa!
We’ll miss you!

Eu e Lala, num dia de maré baixa e moral alta.
We’ll miss you!

Eu e Lala, num dia de maré baixa e moral alta.
A gente chega em São Miguel de balsa:
Eu tenho amigos assim, lindos também!:


(esse é Cabelo, o dono de várias das fotos que você viu aqui)
Eu até que gosto da companhia dos bofe, mas não tem nada melhor do que se divertir cas amigas!
A minha primeira noite em Japa foi alumiada por uma linda lua cheia. E por um montão de caipirosca de kiwi. É que na companhia segura de gente do bem a gente não tem que o temer!
En ein.
Cheguei na rodoviária de Maceió de meio-dia e descobri que meu ônibus para Maragogi (prainha perto de Japa) tinha saído há 15 minutos. O próximo só sairia às 16h. Holly merda. A solução foi dada pela moça do guichê: pegue o busão das 13h50 para São Luiz do Quitunde. De lá, você pega uma van para Japaratinga. Rapidinho.
Me animei. Mas meu bem não foi bem assim. Cheguei em São Luiz depois de umas duas horas, porque
o busão era um pinga-pinga da porra. Lá, fui atrás de uma van. Achei. Mas não tem van para Japaratinga não, moça. Ah, tem não é? E eu faço o quê, bicha? Pega uma para Porto Calvo. Ah, tá. Então bora.
Na saída de São Luiz, uma blitz para a van. O puliça olha para todas as janelinhas da van e vai direto na de quem? Na minha, claro. “Tá de cinto, moça?”. E eu, fazendo uma cara de anja, soltei “ô, poxa vida, é para colocar cinto é?”. O policial manda todo mundo descer, e eu já achando que eu ia ser linchada pelo povo da van. Não fui, graças a Jah, e o motorista conseguiu, de alguma forma, convencer o policial a nos deixar seguir. Eu estava um pouco apreensiva, mas também achando tudo o máximo - eu e os outros passageiros, gente simpres daquela região, ficamos todos conversando na meia hora que ficamos parados. Na frente o asfalto quente e atrás cana até onde a vista alcança.
A van também era um pinga-pinga triste, mas finalmente consegui chegar na tal de Porto Calvo (que eu só entendia “Portugal”, por causa do sotaque alagoano), Só lá que eu descobri que não tinha van para Japaratinha at all. E o povo chega lá como? Perguntei, agoniada. Negociei com o moço da van que ia para Maragogi, e ele gentilmente deu uma paradinha na entrada de Japa, para que eu descesse. Na entrada de Japaratinga, liguei pra minhas amigas Aninha e Tieta, que foram me buscar.
Tá impressionada, amiga? Impressionante é o mar de Alagoas. Mas eu só mostro amanhã hahahaha.
Beijos!
A coisa mais ótima que tenho pra dizer a respeito de Maceió é que é linda, pequenina e fofa. E a orla, me perdoem todo o resto, é a melhor orla do Brasil (depois do Rio, craro).
Maceió é toda organizada e limpa, com ciclovia e banquinhos e árvores e tudo e tal. Eu amei.
Fiquei só um dia, e devo confessar que não passeei nada. Fiquei só lagarteando na praia. Me despeço com a vista do hotel:
Quando vocês estiverem lendo isso aqui já deverei estar a caminho de Japaratinga, e sequer tem ônibus direto pra lá. Seja o que Deus quiser. Ah, e se eu sumir por uns dias, forgive me! Compensarei tudo depois!
Sigo hoje para Maceió. Deixo vocês com fotos de Lula e Teca, respectivamente mãe e avó de Dani,
e Hooligan, o lindo e gordo daschund dela.
Sabe aquele crássico tabuleiro de baiana? Não tem mais! A vigilância sanitária morgou com aquele
tabuleirinho coberto com pano porque diz que é sujo, assim me explicou anfitriDani.
Em todo caso, vejam que lindo é a panela com o acarajé:
NHAM!
Lá de cima do Pelourinho vi o Mercado Modelo e lembrei de uma música do falycydo Gera Samba hahahah.
Mulheres, o Pelourinho, que eu achava que era um pátio, é grande pra xuxu e eu fiquei tão
absolutamente emocionada de estar lá.
Acho fuderoso quando a gente conhece o pano de fundo do trabalho de pessoas que a gente admira
e, se ontem eu tive essa vivcência com Itapuã por causa de Vinicius, conhecer o Pelourinho me fez entender muito mais o universo de Pierre Verger. Eu gostava dele, ok, mas nada histérico, e ontem, ao conhecer a Fundação Pierre Verger e a galeria da Fundação, tudo fez sentido.
A galeria foi a primeira parada do Pelourinho e lá comprei um documentário sobre ele. R$ 35, ainda não vi, mas certamente valerá a pena. Verger se encontrou na estrada, e eu me identifico com ele, nessa coisa de se sentir confortável por não sentir que belong a lugar algum. Sad but true.
Não sei explicar meu roteiro pelourinhal, mas o ideal é se perder mermo. hahahahahah Andei todos os becos, e obviamente até dá para cruzar com figuras um pouco assustadoras, mas a impressão que tinha é que em Salvador todo mundo é do bem, tem tatuagem e está disposto a te abrir um sorriso. En ein.
Ah, outra coisa maravilhosa é que lá não se fica com a auto-estima baixa. Todo canto que você chega, as pessoas falam “Diga, minha linda”, “Posso ajudar, meu amor?” e por aí. Amay.
Sim, voltando ao Pelourinho. Parei para comer no restaurante do Senac, escolha um pouco sem
graça, mas era pra não ter erro. E puta mierda vale muito a pena, amigas. Paguei 28 realidades
e comi até morrer, todas as muquecas: mexilhão, sururu, bacalhau, aratu e farinha amarela pra
acompanhar tudo. De sobremesa até arrisquei um doce de coco com cobertura de ameixa (mainha,
tá orgulhosa de mim??).
Aí na sequencia segui em busca da minha rasteira de couro, que eu queria porque queria. Mas
todas que tinha achado até então tinha solado de borracha, ou de pneu, e ambas eu acho uóleo.
Queria uma à moda de Caruaru, e acabou que achei. Seu Silvio, um tio da brenha baiana, que me
vendeu o par a 14 realidades (PREÇÃO!!!) e ainda me disse que andar de chinelo com sola de couro
é bom “é o mermo que andar descalça, minha filha, porque é importante absorver a energia que vem
do solo”. Achei lindo isso, e ele nem era hippie. A lojinha fedia e muito, por causa do couro.
Couro do bom.
Satisfeita no bucho e na alma, era a hora de procurar o ponto de ônibus pra voltar pra casa de Dani.
Perdida, pedi ajuda a um nêgão maravilhoso: “Amigo, preciso pegar um ônibus que vá para o aeroporto,
faço como?”. (Leia com sotaque baiana): “ô, mainha, eu só lhe digo se você me disser onde comprou esse esmalte”. Era um laranja, maravilhoso, e eu saí do Pelourinho com um sorriso de urêa a urêa, feliz da vida.
Adelaide Ivanova é fotógrafa e leonina do dia 16 de agosto. Faz yoga, estuda Cabala, tem dentinho separado e também pode ser chamada de Ivi ou Drª. Vodca. É você quem escolhe.
As opiniões expressas neste blog não necessariamente representam as opiniões da marca Wellaton.
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